Ginástica laboral é benefício pouco divulgado no mercado de trabalho sergipano

quinta-feira, 11 de abril de 2013


A pausa durante trabalho vai além de um rápido descanso, vira uma ginástica pesquisada, recomendada e aplicada por profissionais da medicina e da educação física. A ginástica laboral é voltada para o trabalhador e traz benefícios que vão do bem estar físico. Apesar disso,  enfrenta o desconhecimento de boa parte da classe empresarial. Em Aracaju, a atividade ainda é pouco divulgada, mas onde aparece ganha boa receptividade entre patrões e funcionários.
Funcionários durante pausa para a ginástica. (Foto: Portal R7)
Isaura Sabino, gestora de produção de uma loja de roupas femininas, lista benefícios atribuídos à prática da ginástica laboral. “Desde que a adotamos – há cerca de dois anos – tivemos a adesão da maioria das funcionárias, e o retorno tem sido muito satisfatório. Ganhamos em disposição e bem estar. Temos um momento de recreação, para trabalhar corpo e mente.  As empresas não sabem o que estão perdendo”, afirma.
“A ginástica laboral é uma série de exercícios que trabalham o fortalecimento, o equilíbrio, a coordenação motora e desliga um pouco da pressão do trabalho”, define a professora de educação física Ana Paula Silva. A profissional acrescenta que “um simples alongamento ou uma pausa para o café ou a água já se converte em benefício que, combinadas com a ginástica e adoção de posturas corretas, é uma grande prevenção contra diversas lesões”.
A enfermeira do trabalho Ana Cecília Pinheiro acrescenta tratar-se de "uma desvinculação temporária do trabalho. Com cerca de 50 minutos de trabalho direto, o corpo já começa a sentir cansaço, estresse, estafa, e abre espaço para lesões musculares e circulatórias. Logo, é necessário desvincular-se do trabalho para descansar corpo e mente. Recomenda-se uma pausa de 15 minutos para cada hora de trabalho”, alerta.

Mais pausas, mais produção

Para as profissionais, ainda é pouca a divulgação da ginástica laboral no mercado sergipano, sendo mais procurada pelas as grandes empresas. 
Ana Cecília ressalta ainda haver certa resistência no próprio ambiente de trabalho, em especial por parte dos administradores. “Eles até conhecem, mas procuram mais demanda de trabalho, política e produção, e deixam de lado a qualidade de vida. Quanto mais se faz pausa, mais se produz”, alfineta. 

Reportagem: Daniel Damásio
Edição: Roseli Nunes

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