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Síndrome de Down não é barreira para a vida profissional

Em Sergipe, apenas duas empresas oferecem empregos às pessoas com Síndrome de Down. Pela legislação federal, entretanto, as empresas privadas com mais de 100 funcionários devem destinar 2% de suas vagas às pessoas com deficiência, sendo esse percentual referente a 3% para quem admite até 500 trabalhadores e a 5% para as empresas com mais de mil empregados. 

Em abril deste ano, a Assembleia Legislativa de Sergipe aprovou um projeto de resolução que destina até duas vagas por gabinete parlamentar e uma no setor administrativo a serem preenchidas por adolescentes (menor aprendiz) e pessoas portadoras da Síndrome de Down. Os trabalhos, devidamente orientados por cada responsável por estes setores, correspondem a atividades de auxílio aos gabinetes e às demais seções administrativas. 


A Síndrome de Down 

A causa dessa alteração genética ainda não foi descoberta, mas sabe-se que a probabilidade de gerar uma criança com Síndrome de Down é maior entre as mulheres que engravidam após os 35 anos. 

Os estímulos recebidos a partir do ambiente familiar e de acompanhamento profissional desde a infância podem ajudar a pessoa com a síndrome a desenvolver uma vida social comum. A neuropediatra Maria Angélica Farias esclarece que o indivíduo com Down possui necessidades médicas individuais da mesma forma como qualquer outra pessoa. 

A princípio, o pediatra é quem irá pontuar o diagnóstico na maternidade. No entanto, o acompanhamento de outros profissionais, como neuropediatra, fisioterapeuta, fonoaudiólogo e terapeuta ocupacional, também pode ser necessário. Em alguns casos, há também a necessidade de um psicopedagogo ou de um psicólogo, porém Maria Angélica ressalta que o que determinará se o portador precisa, ou não, de toda essa equipe será o próprio desenvolvimento individual. 

Ainda de acordo com a neuropediatra, a família exerce um papel importante nesse processo. “Se a família consegue enfrentar os preconceitos e coloca o filho numa escola regular, leva ao shopping, ao cinema, incentiva o estudo e o trabalho, eu digo que o portador nasceu em berço de ouro”, acrescenta. 

O Fisioterapeuta André Luiz é enfático ao afirmar que as dificuldades enfrentadas pelas pessoas com Síndrome de Down não se tornam barreiras para que essa população seja inserida no mercado de trabalho, pois elas possuem potencialidades e habilidades que, quando exploradas da forma correta, são bem desenvolvidas. “Embora a deficiência traga dilemas, as potencialidades das habilidades de cada indivíduo é o que importa”, ressalta. 


O portador e a vida profissional 

Fábio foi o primeiro a
conquistar emprego em Aracaju
(Foto: Arquivo Pessoal)


Fábio Vasconcelos é um bom exemplo de que uma pessoa com Down  tem capacidade para exercer uma profissão. Aos 30 anos, o rapaz conseguiu emprego como empacotador em um supermercado de Aracaju e se tornou a primeira pessoa com a síndrome a conquistar uma vaga no mercado formal em Sergipe. 

O ingresso de Fábio no mercado de trabalho é uma das conquistas da Associação Sergipana dos Cidadãos com Síndrome de Down (CIDOWN) que, mesmo com a ausência de um espaço físico, consegue promover debates e parcerias para capacitar os indivíduos portadores. 
Sheila vê na CIDOWN um
importante espaço de inclusão
(Foto: Portal Infonet)




A entidade surgiu em 1997 com o propósito de integrar a população com Síndrome de Down à sociedade sergipana. “Nossa missão é colaborar no processo de inclusão da pessoa com a síndrome tanto no contexto econômico como social, interagindo com o indivíduo portador e sua família, e procurando ser o elo entre estes, seus direitos e a constante busca da cidadania plena”, declara a presidente Sheila Christine. 



Outro exemplo de superação de barreiras é a repórter da TV Brasil, Fernanda Honorato, considerada a primeira jornalista do Brasil com Síndrome de Down. Fernanda ficou conhecida ao participar do ‘Programa do Jô’, em novembro de 2009. Durante a entrevista, a jovem falou sobre a sua inclinação para o jornalismo desde a infância, seu dia-dia e suas relações sociais. 
Assista abaixo a uma parte da entrevista:





Um apoio para o mercado de trabalho

A capacitação das pessoas com Síndrome de Down é feita através de cursos específicos que são promovidos, quase sempre, pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac). Desde 2002, o Senac desenvolve em todo o Brasil o “Programa Senac de Acessibilidade (PSA)”, cujo objetivo é habilitar as pessoas com deficiência para que elas sejam inseridas no mercado de trabalho. 

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2010, no Brasil vivem mais de 300 mil pessoas com a síndrome. Em Sergipe, não existem dados oficiais, mas a Associação Sergipana dos Cidadãos com Síndrome de Down (CIDOWN) tem cerca de 200 indivíduos cadastrados, no entanto, o número de sergipanos com a alteração genética pode ser bem maior.



Reportagem: Sóstina Silva
Edição: Alanna Molina
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Melhoria da Saúde Materna: um desafio para o Milênio



A mortalidade materna é uma das violações mais graves dos Direitos Humanos das mulheres, por a saúde ser um dos direitos garantidos pela Constituição. O Estado de Sergipe, entre os anos de 1996 e 2009, teve um aumento de 60% nas taxas de mortalidade materna e 0% de alcance na meta. Esses dados refletem a ausência tanto das políticas sociais e econômicas no Estado, como de um real monitoramento das causas. 

Ao analisar os principais problemas mundiais no ano de 2000, a Organização das Nações Unidas (ONU) estabeleceu os chamados Oito Objetivos do Milênio – ODM. No Brasil, os ODM são denominados de Oito Jeitos de Mudar o Mundo. Esses objetivos devem ser atingidos por todos os países até o ano de 2015. A melhoria da saúde materna é um destes objetivos, sendo o quinto dos alvos estabelecidos entre as nações. 

 De acordo com o Ministério da Saúde, a taxa de mortalidade materna no Brasil era de 140 para cada 100 mil nascidos vivos no ano de 1990; para 75, em 2007, quando foram instituídos os Objetivos do Milênio. A partir desses dados, os ODM pretendem reduzir em três quartos a taxa de óbitos maternos, chegando em 2015 a 35 óbitos. 

Os altos índices dessas mortes é um dos desafios a serem enfrentados pelos gestores. A mortalidade materna é a morte de uma mulher durante a gravidez ou até 42 dias após o término da gestação, independente da duração da gravidez. 

Razão da Mortalidade Materna (RMM)

Os dados analisados para obter a taxa da mortalidade materna são adquiridos através do cruzamento de informações entre os registros de mortes maternas e os números de nascidos vivos naquele ano. O Manual do Comitê de Mortalidade Materna afirma que no Brasil a causa do óbito materno é a mais sub-informada – o que significa que é o tipo de morte cujo motivo se omite com maior frequência. Podem ser decorrentes de complicações na gestação, aborto, parto ou puerpério (pós-parto).

André Baião


Segundo André Baião, coordenador do Comitê Estadual de Prevenção da Mortalidade Materna e Infantil, uma das coisas que dificulta o monitoramento do motivo de óbitos maternos é o aborto, que não é legalizado. “As mulheres abortam de uma forma insegura, clandestina. Fazem o procedimento de forma contaminada, sem medicação correta e às vezes chegam ao posto morrendo pós-aborto, ocultando a razão. O problema é que, como não é constitucional, o Ministério da Saúde não pode criar um programa que contemple o aborto.”

Outra razão é o sub-registro - omissão do óbito em cartório -, mais frequente nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Tal situação acontece devido à dificuldade de acesso aos cartórios, à existência de cemitérios irregulares e à falta de informação da população quanto à importância da declaração de óbito como instrumento de cidadania. 

A falta de investigação da causa dos óbitos implica na carência de ações dos órgãos de saúde. Confira no gráfico abaixo os dados obtidos pela Vigilância Epidemiológica de Sergipe:

  (Mortes de mulheres em idade fértil (10 a 49 anos de idade) no ano de 2010)

Glória Lopes
A omissão e o desconhecimento das razões de morte refletem na qualidade dos serviços de saúde para mulher. De acordo com a presidente da Sociedade Sergipana de Pediatria, Glória Tereza Lopes, “a mortalidade materna em Sergipe está ligada principalmente à falta de assistência adequada no pré-natal, principalmente no interior; à falta de médicos em tempo integral nas equipes de saúde da família; aos profissionais não médicos que atendem sozinhos às gestantes; à falta de exames e medicamentos em tempo adequado e hábil; e à falta de maternidades funcionando no interior”.


Causas da Mortalidade Materna 

O Ministério da Saúde estabeleceu um ranking das causas mais recorrentes de óbito materno no Brasil, entre elas: diretas, as decorrentes da gestação e as indiretas, relacionadas a doenças preexistentes ou que se desenvolveram durante a gravidez. Em 21,2% dos casos, a morte é causada por eclampsia; em seguida as síndromes hemorrágicas, com 12,4%; e por último a cardiopatia complicada pela gestação, em 10,2% dos óbitos.    

Conforme a Rede Nacional Feminista de Saúde e Direitos Reprodutivos, a cesariana está entre essas causas de morte, decorrentes de complicações anestésicas, infecções e hemorragias. Este tipo de parto não só pode causar complicações no momento do nascimento, como também em gestações futuras. O bebê pode até mesmo ser levado a nascer antes do momento, o que traz consequências para o mesmo. 

Assistência de qualidade

A taxa de mortalidade materna máxima aceita pela Organização Panamericana de Saúde (OPAS) é de 20 casos a cada 100 mil nascidos vivos. Em Aracaju, entre os anos de 1997 a 2010, o numero de óbitos foi de 107. Esses dados apresentam resultados preocupantes nas questões da saúde da feminina no Estado e serve de alerta para os gestores e a sociedade.

A resolução dessa questão depende da frequência e da qualidade do pré-natal e da assistência ao parto. Neste sentido, o Ministério da Saúde criou a Rede Cegonha como estratégia para redução das mortes. Operacionalizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a rede é fundamentada pelos princípios da humanização e assistência. No início, a implantação obedecerá a critérios epidemiológicos (altas taxas de mortalidade infantil e de Razão de Mortalidade Materna), e também da densidade populacional.

A Rede Cegonha se baseia em quatro eixos: pré-natal, parto e nascimento, puerpério e regulação. O projeto garante que mulheres, recém-nascidos e crianças tenham direito à ampliação do acesso; acolhimento e melhoria da qualidade do pré-natal; transporte tanto para o pré-natal, quanto para o parto; vinculação da gestante à unidade de referência para assistência ao parto - “Gestante não peregrina!” e “Vaga sempre para gestantes e bebês!”; realização de parto e nascimento seguros, através de boas práticas de atenção; acompanhante no parto, de livre escolha da gestante; atenção à saúde da criança de 0 a 24 meses com qualidade e resolutividade; acesso ao planejamento reprodutivo. 

Conforme André Baião, no Estado de Sergipe a Rede Cegonha já está na terceira fase de implantação e todos os municípios já aderiram ao programa. 

Fases de implantação da Rede Cegonha
1ª)DIAGNÓSTICO: com a apresentação da Rede Cegonha no território, apresentação e análise da matriz diagnóstica no Colegiado Interfederativo Bipartite (CIB), Homologação da Rede Cegonha na Região e instituição de um grupo condutor formado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), Conselho de Secretarias Municipais de Saúde (COSEMS) e apoio institucional do Ministério da Saúde.
2ª) DESENHO REGIONAL: com realização do diagnóstico situacional, pactuação do desenho e proposta de plano operativo, inclusive com o suporte de recursos necessários.
3ª) CONTRATUALIZAÇÃO MUNICIPAL: com o desenho da Rede Cegonha no Município, realização da contratualização dos pontos de atenção da Rede e instituição do Grupo Condutor Municipal.
4ª) QUALIFICAÇÃO: com cada um dos componentes da rede sendo qualificados através do cumprimento de requisitos mínimos.
5ª) CERTIFICAÇÃO: após a verificação da qualificação de todos os componentes, o Ministério da Saúde certificará a Rede Cegonha no território e realizará reavaliações anuais da certificação.

O Ministério da Saúde, através da Rede Cegonha, irá investir recursos no pré-natal, com uma meta de custeio de 100% dos exames; fornecimento de kits para as unidades básicas de saúde e para as gestantes; transporte com uma taxa de cinquenta reais para custear o vale transporte e vale táxi; centro de parto normal; casa da gestante e leitos.   

Sendo a mortalidade materna um problema possível de evitar, o empenho tanto da sociedade civil como dos governantes é um dos passos para melhorar a saúde feminina e reverter as estatísticas tão altas. A promoção da saúde reprodutiva da mulher, através da assistência adequada e de qualidade, reduzirá de forma significativa a estatística tão alta. 


 
Repórter: Luiza Cazumbá
Fotos: Arte de abertura- Marca da saúde materna (ODM)
           Glória Lopes e André Baião- Luiza Cazumbá
Edição: Ana Carolina Souza

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NPD Orlando Vieira completa 5 anos

Núcleo de Produção Digital Orlando Vieira

Ao falar sobre a cena audiovisual sergipana é preciso considerar a presença do Núcleo de Produção Digital Orlando Vieira (NPDOV) na capital do estado. Vinculada à Prefeitura de Aracaju, por meio da Fundação Municipal de Cultura e Turismo (Funcaju), há cinco anos a unidade forma pessoas com o interesse na área e já apoiou, através da cessão de equipamentos, mais de 40 produções audiovisuais. Além de oficinas, cursos e produção de curtas-metragens, o núcleo oferece também atividades complementares, como debates com convidados no ‘Chá de Cadeira’ e as mostras temáticas de filmes, as quais a equipe do núcleo denomina ‘Mergulho no Cinema’.
Imagem do filme "Do Outro lado do Rio"

Um dos frutos do trabalho da equipe do NPDOV foi o curta-metragem ‘Do outro Lado do Rio’. Durante o Curso de Realização em Audiovisual 2010, o filme foi premiado pelo Júri Oficial do 11º Festival Iberoamericano de Cinema de Sergipe (Curta-SE), na categoria 'Mostra Sergipana'. Além desta conquista, o filme recebeu o 'Prêmio Aquisição' do Kinoforum, maior festival de curtas-metragens da América Latina, e ainda o convite para ser exibido no Festival 'Signes de Nuit', em Paris,

Outro resultado do trabalho do Núcleo de Produção Digital foi o documentário elaborado a partir do olhar de Orlando Vieira – ator sergipano que nomeou a unidade da prefeitura – em comemoração aos cinco anos de NPDOV e 80 anos do ator. O curta-metragem foi produzido em mais um Curso de Realização em Audiovisual. Segundo Graziele Ferreira, coordenadora do NPD, este curso é um choque de cinema. “Em dez dias existe o desafio de construir uma história, criar um roteiro, gravar o roteiro e transformá-lo em um curta-metragem”, enfatizou.
Graziele ferreira recebe prêmio durante
encerramento do Curta-SE

Para a coordenadora, estas são conquistas inéditas experimentadas pela cena audiovisual sergipana, e a partir dessa experiência do NPD Orlando Vieira reafirmou sua missão de democratização de oportunidades no meio audiovisual independente brasileiro. “Em 2012, queremos repetir o que deu certo, reajustar falhas para podermos avançar no fortalecimento da cena local”, afirmou Graziele.




‘Continuidade Cinematográfica’                                                                

Em dezembro, o núcleo realizou - junto ao Centro Audiovisual Norte-Nordeste (CANNE), e em parceria com a Funcaju e a Secretaria de Estado da Cultura (Secult) – mais um curso de 'Continuidade Cinematográfica'. Tal curso possui como objetivo, dentre outros fatores, esclarecer quais as reais atribuições do profissional continuísta numa equipe de filmagem. Na Biblioteca Pública Epifânio Dória, o curso foi ministrado por Adelina Pontual, a qual introduziu os alunos no universo da continuidade cinematográfica, esclarecendo métodos de trabalho e embasamento teórico, com exemplos práticos através da visualização de filmes.

Adelina, que já trabalhou como continuísta em filmes como ‘Central do Brasil’, ‘Abril Despedaçado’ e ‘O Palhaço’, espera poder contribuir para a difusão deste setor em Sergipe. "Ministrei este curso com a intenção de plantar uma semente. A continuidade não é uma função muito difundida, embora seja essencial para o cinema. O curso deu no que falar", comentou a ministrante.

O Curso de Continuidade Cinematográfica é o quinto promovido pelo CANNE em parceria com o NPD e, segundo Graziele, representa a união de forças pelo desenvolvimento do audiovisual sergipano. Ainda de acordo com a coordenadora, o CANNE vem cumprindo um papel fundamental na formação na área de cinema, sempre oportunizando o contato com profissionais de vasta experiência no cenário nacional. “Trazer Adelina Pontual à Aracaju é oferecer o que há de melhor nessa área para o aperfeiçoamento dos sergipanos”, disse ainda.

Financiamento

O Olhar Brasil, programa da Secretaria do Audiovisual - vinculada ao Ministério da Cultura - tem como missão apoiar a produção audiovisual independente, favorecendo a formação e o aprimoramento de técnicos e realizadores. Visa também formar e consolidar parcerias para o desenvolvimento da atividade audiovisual nas diversas regiões do país, através do funcionamento dos Núcleos de Produção Digital (NPDs).

De acordo com a Secretaria do Audiovisual, Ministério da Cultura, o Programa Olhar Brasil investiu o recurso de 100.000 reais no NPD Olando Vieira, além dos 50.000 financiados pela administração municipal. Ou seja, 150.000 reais foram investidos ao longo desses cinco anos. Contudo, em novembro de 2010, o convênio com o programa do ministério em questão foi encerrado. Desde então, os recursos do Núcleo de Produção Digital advêm da própria Prefeitura de Aracaju, por meio da Funcaju.




Reportagem: Talita Moraes
Imagens: Priscila Reis, Ascom/Funcaju, Imagem de divulgação do filme 'Do Outro Lado do Rio'
Edição: Alanna Molina
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Cuidados simples podem evitar os acidentes de trabalho

Dados da Previdência Social atestam que em 2001 ocorreram no país cerca de 340 mil acidentes de trabalho. Em 2006 o número aumentou para 653 mil e, em 2009, foram registradas 723 mil ocorrências totais de acidentes de trabalho, das quais 2.496 resultaram em mortes. Não fugindo à regra nacional, Sergipe tem taxas de acidentes de trabalho crescentes. Em 2011, o INSS concedeu 914 benefícios a segurados decorrentes de acidente de trabalho, 793 por auxílio-doença decorrente do trabalho, o que corresponde a 58% do total de 2010.

Campanha para prevenção de acidentes

Mas vale cautela ao avaliar os dados. Segundo o procurador do trabalho Emerson Resende, é preciso ressaltar que “as estatísticas não são precisas e os dados são variáveis. Muitos acidentes ocorrem com trabalhadores que estão na informalidade, que nem sequer estão incluídos nelas. No geral, as empresas têm evoluído em relação à prevenção de acidentes, contudo, na prática, muitas violações ao direito humano de ter um meio ambiente de trabalho sadio, seguro e equilibrado estão ocorrendo”, diz o procurador.
EPI - Equipamentos de Proteção Individual
Para desenvolver bem as atividades, o trabalhador precisa atuar em um ambiente seguro, onde os riscos de acidentes são evitados de forma correta. Trabalhar com segurança passa pelo uso de equipamentos de proteção individual, aliados a condições ideais de trabalho, bem como a presença de um técnico de segurança do trabalho. Cabe a esse profissional, identificar as condições ambientais da empresa; analisar seus procedimentos de rotina e riscos de operação e fazer cumprir as normas de prevenção.
Segundo o procurador do trabalho Emerson Resende, há uma norma regulamentadora expedida pelo Ministério do Trabalho e Emprego que trata sobre a obrigatoriedade do profissional de segurança. “O número de técnicos de segurança que a empresa está obrigada a contratar varia de acordo com o grau de risco da empresa e o número de empregados no estabelecimento, conforme o quadro de dimensionamento previsto no anexo II da Norma Regulamentadora nº 4. Os tipos de empresas estão definidos em um longo rol do anexo I da norma”, explica.
Dessa forma, é cada vez mais crescente a procura de pessoas querendo capacitar-se para se tornar um técnico de segurança do trabalho. A atividade, em ascensão no país, tem despertado o interesse de muitos estudantes, como é o caso de Eduardo Santos que resolveu optar pela área de Segurança pelo fato de ser uma profissão bastante ampla. “Um técnico pode trabalhar em várias áreas: petrolífera; construção civil; agropecuária; de saúde; dentre outras. Essa gama de possibilidades motivadas pelos vários campos de atuação e pela carência de bons profissionais no mercado me atraiu. Sem falar no retorno financeiro que é extremamente rápido se comparado a um curso de graduação”, diz Eduardo. O estudante enxerga também na profissão um lado humanista, já que a atividade é responsável diretamente pela vida do trabalhador. Para Eduardo a presença de um técnico de segurança numa empresa é indispensável. Para o Ministério Público do Trabalho (MPT), o técnico de segurança é profissional de suma importância quando capacitado para apontar as irregularidades e sugerir mudanças no sentido da busca contínua de um meio ambiente de trabalho sadio, seguro e equilibrado.

Método impróprio de trabalho

De acordo com o MPT, quando ocorre acidente de trabalho com afastamento, o contrato é interrompido e o empregador não pode dispensar o empregado e tem que recolher o FGTS e o INSS por todo o período. “Se o afastamento for de até 15 dias, o empregador responderá pelos salários. Acima desse prazo, o empregado receberá benefício da previdência e terá estabilidade de 12 meses, contados do retorno. Se o acidente ocorrer por culpa ou em atividades de riscos, mesmo sem culpa, o empregador responderá por indenização por danos morais e materiais, inclusive despesas necessárias para o tratamento com a saúde. Em todo acidente de trabalho deve ser emitida uma comunicação de acidente de trabalho, que é chamada de CAT”, relata o procurador do trabalho.
Quebra de suporte
O foco da atuação do MPT é na prevenção de acidentes. Cabe ao órgão obrigar as empresas a cumprirem as normas de segurança e saúde no trabalho, através da celebração de termos de ajuste de conduta e ações judiciais, além de participação em palestras e fóruns. O MPT tem poder de realizar inspeções no local e para isso conta com o auxílio de Analista Pericial especializado em Engenharia e Segurança no Trabalho. Muitas inspeções são feitas anualmente, bem como são realizadas várias ações fiscais pelos Auditores Fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego, que repassam os relatórios ao MPT.
Quando há denúncia de descumprimento de tal obrigação, o MPT instaura procedimento investigativo que pode culminar na assinatura de termo de ajuste de conduta ou ajuizamento de ação para sanar tal irregularidade, inclusive com pedido de indenização por dano moral coletivo.

Saiba mais sobre acidentes de trabalho, visite as páginas:
Programa Nacional de Prevenção de Acidentes de Trabalho http://www.tst.gov.br/prevencao
Mapa de acidentes do trabalho registrados no Brasil de 2008 a 2009 http://www.tst.gov.br/prevencao/estatistica.html

Por Isabelle Marques
Imagens: Alexandre Rogério, Técnico de Segurança do Trabalho
Edição: Samara Menezes
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Sergipe por dentro da moda

   

 Logo no fim do inverno a pergunta que surge é: O que estará na moda nessa primavera/verão?  O guarda-roupa deixa as roupas de inverno no cantinho e dá espaço às cores alegres das estações seguintes.  O mesmo acontece nas vitrines das lojas, que até coleção pré-primavera/verão trazem ao consumidor.
Luziene Santos
          O clima quente é predominante em Sergipe, por isso essa época é a mais aguardada por seus moradores. Esse ano trouxe bastante coisa interessante para usar e abusar. Cores, estampas e um clima super romântico são as pedidas da estação. “Aqui procuram muito macacão, vestido com bastante renda, saias de babado, shortinhos. As estampas florais e listradas estão aí com tudo! Já sobre o perfil dos consumidores, ela afirmou que é bem dividido: Existem os mais discretos que ficam na escolha dos tons branco e bege e também os mais ousados, que não tem medo das cores mais fortes”, declara a empresária Luziene Santos, dona da loja Linda Mulher.
          Além das peças procuradas na loja de Luziene, outras estão em questão. Inclusive peças com cara de inverno, como o xadrez, só que com tons mais alegres e em peças mais leves. Camisetas com estampas divertidas, transparências, color blocking*, franjas, plumas, vestidos e saias longas, jardineiras, sandálias espadrilhas*, peças rústicas, coletes e jaquetas jeans, dentre outros. O brilho também está em alta, mas com cautela, escolha uma peça e combine com tons mais neutros, como o preto, para não ficar muito exagerado.  Outra dica é apostar nos acessórios, pois fazem toda a diferença na finalização de um look*.
          Saiba que o velho também pode ser novo. Faça uma limpa no guarda-roupa para reaproveitar peças antigas. Se não se sentir bem e confortável, não force usar. O mais legal do verão é poder se divertir e, como Sergipe já é muito quente, a única pressão incontrolável é o Sol. 
Cores e estampas da estação

Moda em Sergipe
Algumas peças que são tendência
 
           Sergipe é um alvo crescente da moda. Com passos pequenos, mas com grandes expectativas. Os blogs que falam sobre o assunto aparecem constantemente e tais ferramentas colaboram com a divulgação da informação sobre moda no estado. Márcia Pacheco, do blog Casa de Paetê, acha que só de colocar o assunto em discussão a todo tempo já é de grande valia.
Márcia Pacheco
 Sergipe também pode acrescentar moda no Brasil e quem sabe até no mundo. Sobre isso, Márcia responde: “Primeiro, é necessário que o sergipano valorize o que é produzido no Estado. A renda irlandesa produzida em Divina Pastora, por exemplo, é considerada Patrimônio Cultural do Brasil, e poucas sergipanas conhecem a beleza das peças. O estilista Altair Santo ficou em segundo lugar em um programa da Rede Globo como estilista revelação e temos outros nomes como Marcela Marciel e Ana Badiali. A arquiteta Maiara Lima mantém uma marca própria de roupas chamada Tris com peças lindas. Esses são apenas alguns exemplos que eu conheço, mas acho que Sergipe tem muito para acrescentar na cena da moda nacional, mas, antes disso, é preciso que os próprios sergipanos dêem valor ao que é produzido na terra.”
          Alguns eventos como a Aracaju Fashion Square, que ocorreu em novembro em sua quarta edição, são ótimos para mostrar o que a cidade pode oferecer. Promoção de marcas, de modelos do Estado e até de peças, como a renda irlandesa. Este evento é o maior que ocorre por agora, mas existem alguns conhecidos pela Márcia como o Mercado Xique, por Isabele Ribeiro e o Bazar nada básico, de Vivian Galindo, ambas blogueiras.
Por fim, a blogueira dá sua opinião sobre a situação da moda em Sergipe. “Está em ebulição. As pessoas estão enxergando mais moda, vendo que ela está em todo lugar. Os lojistas têm apostado em peças mais ousadas, os consumidores têm buscado mais informações de moda e fazendo uma compra mais orientada. O cenário está agitado. E crescendo.”


Onde comprar?
Juliana Déda
          Principalmente no fim do ano quando queremos renovar o guarda-roupa e comprar presentes para o Natal, gastar muito não é um objetivo. Contudo, fiquem atentos em lojas no Centro e nos Shoppings que estão em promoção e facilitam o parcelamento das compras. E, mais importante, dê uma passada nas lojas de departamento, que trazem sempre um preço mais popular, porém com qualidade. O bom, também, é que elas podem ser encontradas tanto no Shopping, quanto no Centro.  Juliana Déda tem um ótimo pensamento na hora de comprar e serve como exemplo.  “Geralmente quando estou à procura de uma roupa e ela é um pouco mais cara, compenso comprando uma peça mais barata para compor o look. Ou até já imagino o que tenho em casa que possa utilizar com ela. Sempre estou rodando por lojas de departamento, são mais acessíveis ao bolso e encontro muitas coisas legais.”



*Glossário de moda:
Color blocking: Consiste em misturar cores fortes com frias ou harmonizar cores semelhantes. Juntas, dão um ótimo efeito.
Sandália espadrilha: É um sapato com salto anabela. Muitas são feitas de tecido e o solado pode ser de corda, cortiça ou palha.
Look: Na moda, look significa a parte final de uma produção. Uma combinação de peças forma um look.


Repórter: Ana Carolina
Editor: Raimundo Morais
Imagens: Juliana Déda: Ana Carolina Souza
Luiziene Santos: Ana Carolina Souza
Montagem: Ana Carolina Souza
Primavera/Verão: Larissa Ferreira

Márcia Pacheco: Arquivo Pessoal de Márcia 
Cores e estampas: Ana Carolina Souza
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Karts nordestinos duelaram na Orla de Atalaia

Aracaju sediou a I Copa Nordeste de Kart nos dias 12 e 13 de novembro no kartódromo Emerson Fittipaldi, localizado na Orla de Atalaia. O evento atraiu competidores de todo os Estados do Nordeste e fãs sergipanos do automobilismo, além da presença da torcida animada que vibrava a cada volta completada. O esporte envolveu competidores com idade entre seis e 60 anos dispostos em 10 categorias.



Todos prontos para a largada

O evento foi dividido em três etapas. A primeira bateria de corridas ocorreu sábado a tarde e as duas seguintes no domingo - uma pela manhã e a final à tarde. Segundo a organização, foram em torno de 45 competidores, sendo que os campeões se classificaram para a Copa dos Campeões, e os vices para a Copa das Confederações, ambas em 2012.

Kartódromo Emerson Fittipaldi
De acordo com o presidente da Federação Sergipana de Automobilismo (FSA), José Roberto Mellara, a escolha da sede para a Copa Nordeste de Kart ocorreu no Rio de janeiro durante a última assembléia da Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA). A pista do kartódromo Emerson Fittipaldi tem 1.360 metros e oito metros de largura. Sua estrutura é adequada para receber portadores de necessidades especiais e possui 35 boxes fechados, 40 boxes abertos, torre de quilometragem, ambulatório médico e banheiros, além de bares e restaurantes próximos ao local.

“Comparando a nossa estrutura com a de outros Estados são só elogios. Neste evento, competidores de Pernambuco, Paraíba e Bahia elogiaram bastante a pista e toda a estrutura do kartódromo”, complementou Roberto.

Mellara destacou ainda que em Sergipe o número de adeptos ao automobilismo é crescente. A Copa Sergipe, que acontece anualmente, tem cerca de 30 participantes. Segundo ele, o esporte amador é pouco divulgado por falta de incentivo e que Sergipe é o único Estado do país que não tem uma Lei de Incentivo de Esporte Amador, que ajudaria não só a difusão do kartismo, mas também outros esportes.


O sergipano Matheus venceu a categoria Júnior 


Matheus Rouver, campeão na categoria PK e campeão da I Copa Nordeste de Kart, disse que começou no esporte com apenas cinco anos por causa do pai e do irmão que já corriam. Hoje, com 14 anos, diz que pretende seguir a carreira de piloto e chegar à Fórmula 1. Matheus já competiu em outros Estados, a exemplo de São Paulo e Bahia. Seu treino compreende correr uma vez ao mês, mas em períodos de competição o treinamento aumenta para três vezes por semana. “Pelo menos uma vez no ano corro em São Paulo, mas este ano não irei, porque já participei da Copa Nordeste de Kart”, enfatizou Matheus.

A corrida da categoria Júnior é composta por 25 voltas e na categoria Graduados são 30 voltas. Cada piloto possui seus próprios equipamentos, mas neste evento, em especial, os motores foram alugados para dar igualdade na competição, pois são idênticos. A competição é definida “no braço” do piloto.

categoria Cadete

Gleison, Anne e sua filha - família unida pelo kart

O universitário Gleison Prado e a psicóloga Anne Patrícia, em companhia da sua pequena filha, assistiram toda a Copa e torceram pelos competidores sergipanos. “O gosto pelo esporte é de toda família. Fiquei sabendo do evento pela TV local, gostaria muito se outros eventos como este ocorressem em nosso Estado”, disse Gleidson.




categoria PK

categoria Super Sênior


categoria Sênior A

A tendência para a próxima Copa é que o número de competidores seja ampliado, da mesma forma que a Copa Sul/Sudeste de Kart, que iniciou com poucos pilotos e hoje é referência. O presidente da FSA, Mellara, indica para quem gosta do automobilismo que “venha correr no kart indoor, que é onde irão aprender a pilotar e ter segurança. Após isso, procure a Confederação para saber quais os melhores equipamentos para utilizar. De preferência, compre equipamentos já usados, pois são mais baratos e depois, se realmente gostar do esporte, compre equipamentos novos.”

categoria Sênior B
categoria F4 Sênior
categoria F4



Repórter/Fotos: Cláudia Oliveira  |  Editor/Box: Osmar Rios
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Estado de Sergipe terá força dobrada para Copa São Paulo


Ao contrário das últimas edições, onde apenas o campeão estadual garantia a vaga, desta vez, além do primeiro colocado, o vice também se classificou para a Copa São Paulo de 2012: A Associação Desportiva Confiança e o Club Sportivo Sergipe, respectivamente.

A Copa São Paulo, popularizada como “Copinha”, que é disputada no mês de janeiro, é organizada pela Federação Paulista de Futebol (FPF) e já se encontra na 43ª edição. São 96 clubes de todo o Brasil que se dividem em 24 grupos em 24 cidades diferentes do estado de São Paulo. Este é o principal torneio de futebol da categoria sub-18, e é uma competição de nível nacional, que atrai olheiros de todas as partes do Brasil em busca de novos talentos. Toninho Cerezo, Falcão, Raí e Cafú são exemplos de craques que brilharam em edições anteriores do campeonato, ganhando projeção nacional e que mais tarde se tornariam grandes ídolos do futebol brasileiro.

E são nesses grandes nomes que os jovens jogadores do Confiança e do Sergipe se espelham para continuar acreditando na realização do sonho de ser um jogador profissional e ter o trabalho reconhecido. Apesar do valor que é participar de um campeonato como esse, a qualidade da estrutura que a base dos dois clubes dispõem não é das melhores se comparada à equipes de nível nacional, precisam de maior atenção, cuidado. 
 
Guidon - técnico do Sergipe

“Temos a estrutura mínima que o futebol nos dá. Mas é uma estrutura que para o estado é boa, porém para o cenário nacional ainda falta muito, falta investir mais, falta dar mais apoio a esses garotos. É isso que está faltando para o nosso futebol. Então só vamos ter esse retorno dos nossos dirigentes, se a gente procurar nessas competições fazer um bom trabalho”, explica o técnico da divisão de base do Sergipe, Guidon. 
 
João C. Nascimento - técnico do Confiança







O treinador do sub-18 do Confiança, João Carlos Nascimento, complementa destacando a importância dos juniores: “O clube tem nos dado uma condição boa de trabalho dentro da nossa realidade. O time hoje que não trabalhar com base vai ser um clube falido e dificilmente terá vida no futebol”. 

 


Associação Desportiva Confiança


O Confiança tem como meta, durante o período de recesso do futebol sergipano, dar maior atenção às categorias de base, realizando trabalhos que viabilizam melhorias no espaço físico do Estádio Proletário Sabino Ribeiro e preparando o elenco do Sub-18 para Copa São Paulo.
João comanda mais um treino do Confiança.
 
“Na verdade é uma competição que qualquer garoto quer participar, mas a vontade de um jogador não é suficiente. É preciso se fazer um planejamento de no mínimo seis meses para uma competição desse quilate. Quando uma equipe se planeja, faz um trabalho detalhado daquilo que precisa durante os seis meses, as evidências positivas aparecem e o clube consegue passar até de fase”, explica o técnico João Carlos Nascimento.

Na copinha o time proletário encara na primeira fase o Internacional-RS e o Santo André, clubes que possuem uma boa base, são tradicionais e de muita qualidade, que prometem dar muito trabalho para o Dragão. O técnico do Confiança diz que fará com que os meninos entendam a importância da competição para que possam surpreender equipes como o Inter e passar de fase”. Outro adversário do time é o anfitrião, Leme, já que os jogos do grupo serão realizados
na cidade de Leme.
Lucas - zagueiro
Segundo o zagueiro do Confiança, Lucas, 16 anos, essa "Copinha" tem uma importância muito grande para o atleta, é a chance de mostrar seu futebol e se destacar, e também torcer pelos amigos. Para não deixar que a pressão de estar no foco de vários olheiros iluda o jogador e ache que o mais importante é o individual, o zagueiro de 18 anos, Júnior, reforça: “Se é um grupo, temos que trabalhar todos juntos. Se um vencer, todos vencerão, não um só. Sabemos que o individualismo não vai levar ninguém a nada, só prejudica”. 

Zagueiro Júnior

 
Club Sportivo Sergipe


O Sergipe também treina com força total para conseguir alcançar um bom resultado na competição. Apesar da estrutura limitada, o clube acredita que com um planejamento e com maior apoio de seus dirigentes poderão fazer bonito na copinha.
 
Treinamento da base do Sergipe no Estádio João Hora
Goleiro Júnior Cruz


“A gente sabe que o clube está passando por dificuldades financeiras, eles estão fazendo o possível por nós, dando condições, como transporte, alimentação, por isso que fazemos nosso papel dentro de campo para poder no futuro ajudar o clube”, afirma o goleiro da equipe colorada, Junior Cruz, de 17 anos. Já o capitão da equipe, Leno, de 18 anos, afirma que a estrutura é razoável. Para ele, apesar de ser um time de grande porte aqui em Sergipe, com um grande nome, uma boa torcida, falta mais a valorização das bases.





“Se a federação valorizar mais as bases, não só a do Sergipe, mas também as dos outros clubes, a realidade será outra”, diz o jovem capitão.
Leno - capitão da equipe sub-18 Sergipe

Apesar do futebol do estado estar passando por um momento difícil, onde o incentivo é pouco e consequentemente os resultados menores ainda, os jogadores não desanimam, seguem em busca da realização do sonho e veem na Copa São Paulo uma oportunidade para brilhar.

Na primeira fase da competição, o Sergipe terá jogos em Barueri, enfrentando o Palmas-TO e dois times já conhecidos como grandes reveladores de talentos, o Grêmio Barueri e o São Paulo, o que não será nada fácil para o colorado do sertão. “Já que no sorteio fomos agraciados em pegar o São Paulo, vamos procurar fazer o nosso trabalho. A gente sabe da importância que é pra equipe, sabe da dificuldade que tem enfrentar um clube que tem uma estrutura, se não a melhor, uma das melhores do país, e nós ainda estamos engatinhando nesse projeto. Mas nós estamos indo lá pra buscar o nosso espaço, pra conseguir nossa classificação. O trabalho esta sendo feito, os garotos estão entendendo, quem sabe possamos, correndo por fora, como o azarão do grupo, desbancar esses grandes”, diz o técnico Guidon.

Acesse a tabela completa da Copa São Paulo 2012: clique aqui.


Repórter: Thaís Guedes | Editor: Osmar Rios | Fotos: Thaís Guedes e Emily Lima


 
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