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Volta dos radares em Aracaju


Depois de denúncias feitas pelo programa Fantástico da Rede Globo no inicio do ano, o prefeito Edvaldo Nogueira resolveu cancelar os contratos com as empresas responsáveis pela fiscalização eletrônica em Aracaju, Eliseu Koop e Splice, mesmo não encontrando nada de ilegal com tais empresas.  Com isso, o Tribunal de Contas pegou todo o processo licitatório para analisar e apurar possíveis irregularidades, no entanto até o momento o Tribunal de Contas não deu respostas sobre o relatório, diz Sheila Vieira assessora especial da SMTT.  

A Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito – SMTT está fazendo estudos e um novo edital para a contratação de empresas de fiscalização eletrônica. O retorno dos radares e lombadas eletrônicas só depende dos trâmites burocráticos.
Radar eletrônico em Aracaju
Desde a retirada dos radares, o número de acidentes no trânsito de Aracaju cresceu significativamente. Em pesquisa encomendada pela SMTT, fazendo um comparativo entre os meses de janeiro a agosto de 2010 e 2011, foi constatado que o número de acidentes cresceu de 995 para 1.371. Após os resultados da pesquisa a SMTT decidiu não mais esperar o parecer do Tribunal de Contas e vai contratar uma nova consultoria para fazer revisão no edital, agregando novas tecnologias para que as empresas possam concorrer à licitação.
Ainda segundo dados divulgados pela Prefeitura Municipal de Aracaju, até junho de 2011, 1.147 veículos colidiram e 340 pessoas foram atropeladas. Em todo o ano de 2010, foram 760 colisões e 340 atropelamentos em Aracaju.

Enquanto a vigilância eletrônica não retorna, a fiscalização das vias urbanas está por conta dos agentes de trânsito, que estão nos pontos onde há maior incidência de acidentes como a Avenida Beira Mar, Tancredo Neves e Rodovia José Sarney. A SMTT contratou mais 50 agentes para completar o quadro do órgão, que agora dispõe de 122.
 As campanhas educativas também são uma “arma” contra a violência no trânsito da capital Sergipana. Uma dessas é a “A Vida Vale Mais”, que tem como objetivo sensibilizar a população quanto à necessidade do controle dos limites de velocidade, a liberação das calçadas e o respeito à faixa do pedestre, reduzindo os acidentes no trânsito e facilitando a mobilidade de pedestres e pessoas com deficiências.
De acordo com a SMTT, o limite de velocidade, a nova localização dos radares e valor das multas são informações que ainda não podem ser dadas, só após a conclusão dos estudos sobre o trânsito. 
De acordo com a Assessora Especial da SMTT, os estudos técnicos visam os locais de maior índice de acidentes antes e depois da retirada dos radares, onde há maior volume de veículos, condições das vias através da geometria, curvas, longas extensões, travessia de pedestre, ciclovias, tudo isso para que se possa implantar de forma correta os equipamentos.

A volta dos famosos “pardais” e lombadas eletrônicas divide opiniões entre a população aracajuana. “Não sou contra a fiscalização eletrônica, desde que seja instalada nos lugares necessários, com placas que indiquem a sinalização”, fala Edison Carvalho. Já o motorista Antônio Carlos diz que é uma vergonha essa fiscalização, só serve para multar os motoristas, é uma máquina de fazer dinheiro, enfatiza.

Recriminado por uns e defendidos por outros, o fato é que a fiscalização eletrônica coíbe os abusos no trânsito. “A fiscalização e a educação dos condutores são importantes aliados na garantia de um trânsito seguro”, finaliza Sheila Vieira, Assessora Especial da SMTT.

É provável que após os estudos, um novo edital para contratação de empresa de fiscalização eletrônica esteja na praça.


Por Luiza Cazumbá
Foto: Luiza Cazumbá
Edição: Samara Menezes
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Trânsito de Aracaju torna-se cada vez mais perigoso

“O trânsito, em condições seguras, é um direito de todos e dever dos órgãos e entidades componentes do Sistema Nacional de Trânsito, a estes cabendo, no âmbito das respectivas competências, adotar as medidas destinadas a assegurar esse direito". É isso que estabelece o segundo parágrafo do Código de Trânsito Brasileiro, mas quem enfrenta o trânsito de Aracaju todos os dias sabe que este direito não está assegurado, principalmente depois da inutilização de equipamentos de fiscalização como radares, lombadas eletrônicas e fotossensores.

Trânsito na Avenida Pedro Calazans, região central de Aracaju.
Foto Janaina Assis

Retirados de todas as avenidas da capital no início de março, já é possível observar perfeitamente as pessoas se excedendo no trânsito, principalmente fora dos horários de pico, por esse momento oferecer mais espaço para os motoristas trafegarem. “As pessoas se aproveitam da falta de fiscalização para colocarem para fora sua paixão pela velocidade. Mas isso não adianta de nada em uma cidade como Aracaju, pois há muitos cruzamentos semaforizados”, declara o diretor de Trânsito da SMTT, Major Paiva. 

Controle

Na contramão do pensamento de muitos, que avaliam a implantação da fiscalização eletrônica como uma possibilidade de maior arrecadação de recursos com a aplicação de multas, a meta real dos equipamentos é promover a educação no trânsito e a diminuição de acidentes com vítimas não fatais e fatais. 
Major Paiva, diretor de Trânsito da SMTT de Aracaju
Foto: Catarina Schneider


Desse modo, além de controlar a velocidade, a fiscalização eletrônica controlava também o respeito aos sinais. “Hoje muita gente se usa de um momento mais tranqüilo, onde não há ninguém passando no sinal verde do outro lado, para passar no vermelho, descumprindo a regra e cometendo infração.” afirma o major. Ele ainda complementa que as campanhas educativas não surtem muito efeito no dia-a-dia dos aracajuanos. “Apesar de campanhas educativas, muita gente só é capaz de modificar seu comportamento e de respeitar a sinalização, o limite de velocidade, o sinal vermelho do semáforo, se ele se perceber fiscalizado”



Frota em Aracaju 


O aumento da frota na capital, que chega a 220 mil veículos registrados, também influencia as imprudências no trânsito. “O governo, para aquecer a economia, facilitou o crédito, diminuiu impostos e fortaleceu as indústrias automobilísticas. Isso influencia diretamente as ocorrências de imprudências, pois você tem um número maior de pessoas cada vez mais imaturas, cada vez mais incapacitadas, num trânsito cada vez mais complicado e individual”, explica major Paiva.
Délis de Almeida, motorista de ônibus
Foto: Catarina Schneider

Segundo Délis de Almeida, motorista de ônibus há nove anos, a quantidade de veículos nas ruas tem proporcionado mais imprudências e conseqüentemente, mais acidentes. “Acredito que Aracaju chegou num estágio que é necessário fazer rodízio de placa, igual ao que é feito nas grandes cidades, como São Paulo e Rio de Janeiro, pois o trânsito está cada vez mais complicado”, declara.

Vítimas

Na categoria das maiores vítimas no trânsito em Aracaju, os primeiros são os motociclistas, seguido dos pedestres e ciclistas. Diferente da segurança que o automóvel proporciona, esse grupo está mais suscetível a serem lesionados e desrespeitados nos seus direitos, por estarem mais expostos e até mesmo pela imprudência. Segundo Délis, os mais imprudentes no trânsito são os motoqueiros. “Eles cortam pela direita, invadem sinais e andam no meio das faixas na pista, por isso eles estão envolvidos na maioria dos acidentes que acontecem”, constata o motorista. 

Homens no volante

José Damião, motorista de táxi há 35 anos
Foto: Catarina Schneider
A autoconfiança dos homens no trânsito também é um fator que contribui para as imprudências e, conseqüentemente, para o aumento do número de acidentes. Motorista de táxi há 35 anos, José Damião afirma que a confiança no trânsito muitas vezes atrapalha. “Geralmente o homem acha que tem habilidade demais, sabe demais e cria uma confiança que, às vezes, acaba atrapalhando”, afirma.
Segundo major Paiva, as maiores vítimas de trânsito estão na faixa etária de 18 a 35 anos e grande parte são do sexo masculino. “As mulheres são mais cuidadosas e cautelosas no trânsito, e essas características levam a uma condução mais segura, prudente e correta”, afirma. 

Repórter: Catarina Schneider
Editor: Eloy Vieira
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A mercê das autoridades, mototaxistas lutam pelos seus direitos

A Lei nº 12.009 sancionada pelo presidente Lula, em 2009, regulamenta o serviço de mototáxi no Brasil. Porém, estabelece que cada cidade, através da Câmara Municipal, legalize ou não a atividade. Em pauta desde 2009, o projeto de Lei do vereador Fábio Mitidieri (PDT), que busca legalizar a profissão em Aracaju, mais uma vez foi vetado, deixando os mototaxistas revoltados. 
 
Mototaxistas do ponto localizado no Centro de Aracaju
Por nove votos a cinco, a maioria da Câmara Municipal de Aracaju (CMA) rejeitou o recurso de Mitidieri, no último dia 11. Os vereadores que votaram contra interpretam que a iniciativa de conferir a regulamentação de transporte público é somente do Executivo Municipal. “A Comissão de Constituição e Justiça, com parecer de inconstitucionalidade, considerou o projeto como vício de iniciativa. Trata-se de uma autorização de concessão pública e, por entendimento da comissão, a iniciativa de conceder é somente do prefeito Edvaldo Nogueira”, afirma a vereadora Rosangela (PT), que votou contra. 

Vereador Fábio Mitidieri (PDT), criador do projeto de lei para os mototaxistas
O vereador Fábio Mitidieri (PDT) contesta a justificativa dos colegas. “É muito fácil usar uma desculpa jurídica e se esconder atrás do parecer da Comissão de Justiça quando a sociedade clama pela legalidade”, declara. De acordo com o parlamentar, cedo ou tarde a legalização irá sair, pois é um direito que essa classe conseguiu em nível nacional.  

Segundo o Instituto Padrão, 76 % da população de Aracaju são a favor dos mototaxistas. “Eu pretendo apresentar próximo ano um projeto de lei de iniciativa popular. Recolheremos 50 mil assinaturas e entregaremos às mãos do prefeito e do presidente da Câmara. Faremos isso para mostrar que não é somente o vereador Fábio que quer a regulamentação e sim o povo de Aracaju”, conta Mitidieri. 

Presidente do Simotaxi Irinaldo Oliveira
Segundo o presidente do Sindicato dos Mototaxistas (Simotáxi) Irinaldo Oliveira, Aracaju possuiu atualmente em torno de 1300 pessoas na profissão. Irinaldo afirma que os trabalhadores da capital dirigem com cautela e cumprem a lei nacional que determina que condutor de mototaxi tenha acima de 21 anos e dois anos de habilitação na categoria A. “Velocidade não é rapidez e nossa classe respeita os passageiros. O melhor condutor é aquele que respeita as leis de transito”, conta.

O presidente do Simotáxi afirma também que a categoria sofre uma espécie de perseguição por parte da prefeitura e da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT/SE). “Em 13 anos de luta, vimos que devido à grande quantidade de mototaxistas na cidade, somos perseguidos pela SMTT a mando do prefeito, com apoio dos vereadores que são contra a regulamentação e que querem proteger os empresários dos ônibus”, denuncia. 

Os mototaxistas e os vereadores que votaram a favor da regulamentação seguem a linha de Irinaldo Oliveira. Alegam que por trás do veto da Câmara há interesses maiores e que a SMTT persegue mesmo a classe. “Os vereadores do município são muitos dependentes. O candidato é eleito para representar e defender a população. Mas a maioria está atrelada à máquina pública e por interesses próprios e não coletivos votam no que o prefeito determina”, confessa o vereador Nitinho (DEM), que é a favor da categoria.

Há cinco anos no ramo, o mototaxista Eronaldis Oliveira, 39, entende que a função da Superintendência de Transportes é fiscalizar e orientar o trânsito, entretanto não da maneira que ocorre atualmente. “A SMTT nos aborda de forma totalmente errada. É função de um agente de transito nos fiscalizar e orientar. Mas eles estão andando armados, e apontam a pistola na nossa cara”, alerta Eronaldis. 

Major Paiva, diretor de trânsito da SMTT/SE
Procurado pela reportagem, o diretor de transito da SMTT, Major Paiva defendeu-se das acusações dos mototaxistas. “Não se trata de perseguição e sim fiscalização. Os agentes de transito têm o papel de fazer cumprir a Lei nº 2864 do ano 2000, do município de Aracaju, que conceitua como clandestino o transporte remunerado de passageiros, sem a autorização do poder público para fazê-lo. A abordagem é a mais natural possível, uma vez que se a moto estiver parada o agente vai tentar identificar se o transporte é irregular ou não”, argumenta o Major. 

 Toda vez que a SMTT flagra o transporte clandestino de moto, o veículo é apreendido e levado ao pátio do Departamento Estadual de Trânsito (DETRAN). A liberação da moto ocorre somente após o pagamento de multa no valor de R$ 319,00. Caso seja reincidente o valor dobra para R$ 638,00, o que deixa muitos mototaxistas revoltados. “A SMTT nos trata como marginais, os passageiros ficam com medo. Eles pegaram minha moto apenas duas vezes, graças a Deus. Alguns colegas meus já tomaram tantas multas que a moto foi apreendida”, desabafa o mototaxista Bosco Silva.

O Major Paiva defende-se novamente das acusações. “Os mototaxistas não têm outro argumento que não seja colocar-se na posição de vítima. A violência quem impõe, às vezes, são eles mesmos, no momento que juntam vários para impedir que os agentes de trânsitos efetuem a apreensão das motos,” explica.
Muitos vereadores, assim como a SMTT, são contra a regulamentação dos mototaxistas, por questões de segurança, democracia e saúde.  A motocicleta é um veículo cuja acidentalidade é maior. De acordo com dados da SMTT, em 2009, 42% dos óbitos em acidentes de transito foram de condutores ou carona em motocicletas. A moto é minoria entre os veículos e não chega a 20%.

Vereadora Simone Góis (PT)
Entretanto, na questão do número de óbitos ela é maioria. Alem disso, restringe-se a um público pequeno, pois crianças, idosos, obesos e pessoas com problemas de locomoção não tem condições de andar nela. “É fato que a moto é menos segura, antidemocrática e inapropriada nos critérios que diz respeito à higiene e segurança para o passageiro. Por isso, é o poder público que compete dar ou não a concessão do serviço público”, informa Major Paiva.  

Outro fator contrário aos mototaxis é o capacete, quase uma peça íntima, pois vários passageiros o utilizam, trocando fluidos corporais. Mesmo com uso de uma toca descartável, como o projeto do vereador Mitidieri salienta, a parte frontal fica desprotegida podendo ocorrer algum tipo de contaminação. “A questão da segurança realmente é preocupante. Acidentes acontecem com todos os veículos, mas com moto principalmente. Entendo que o uso do capacete tem que ser revisto no projeto da regulamentação”, comenta a vereadora Simone Góis (PT), que votou contra. 

 Principais interessados na regulamentação, além dos mototaxistas, os usuários do meio do transporte mostram-se favoráveis também. “Como trabalhadora autônoma, entendo a situação deles, sou a favor da legalização. Confesso que tenho medo da higiene dos capacetes e da segurança, pois eles correm muito. Mas eu mesma peço que andem rápido, já que estou sempre atrasada, porém sei que é perigoso, revela Cristina Oliveira. 
Cristina Oliveira, usuária de mototáxi



Reportagem e fotos de Tatiane Melo
Editado por Lucas Peixoto
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Lei beneficia idosos e deficientes em estacionamentos preferenciais

A Lei nº45/2009 de 13-02-2009, que garante direito nas vagas preferenciais de estacionamentos públicos e privados, prevê que 5% das vagas de estacionamento sejam destinadas a pessoas idosas e 3% delas as pessoas com deficiência física. Mesmo com as regras de seguimento dessa Lei a mesma não é respeitada pela falta de cidadania, educação e de consciência da nossa população.
Cartão para identificar beneficiário em vagas preferenciais

Agente da SMTT/SE multa carro irregular
A SMTT de Aracaju foi a pioneira em colocar em vigor essa prática. Estabeleceu-se uma placa específica para regulamentar as vagas e o uso obrigatório de um cartão que identifica que aquele carro pertence a uma pessoa diferenciada. “Reforçamos a sinalização e passamos a cadastrar as pessoas idosas e com deficiência, fornecendo-lhes o tal cartão que é de uso individual e deve ser colocado em local visível quando for utilizar a vaga. Isso nos possibilitou saber quem estava infligindo ou não a lei”, declara Major Paiva, diretor de trânsito da SMTT de Aracaju. 
Logo depois, motorista chega para argumentar o problema
Major Paiva, diretor de trânsito da SMTT/SE

A dificuldade em se fazer a fiscalização era constante, pois a maioria das vagas encontram-se em lugares privados, como shoppings e supermercados, e as pessoas achavam a lei não servia para estabelecimentos privados. Para mudar essa consciência, a SMTT fez campanhas educativas, como entrega de panfletos e fiscalização nos locais.  Para o Major, a campanha informativa foi efetiva e legitimou a fiscalização. 
“A partir de agora todas as pessoas conhecem a lei, então se estacionam o veículo em um local proibido, sabem o que estão fazendo, portanto devem receber as devidas conseqüências”, declara.

 Diante dessa campanha é possível ver uma melhora na educação. “Hoje em dia é possível chegarmos ao shopping, por exemplo, e, mesmo com o estacionamento lotado, encontramos as vagas preferenciais vazias. Conseguimos isso a custa dessas medidas de conscientização”, afirma o diretor da SMTT. As pessoas começaram a aplaudir as ações de fiscalização das vagas e muitas delas apoiavam os agentes que estavam autuando ou removendo veículos nas vagas. A população passou a participar da campanha de conscientização, denunciando quando encontrava alguém burlando a lei, o que afirma cada vez mais que elas são favoráveis à fiscalização. Para isso, o governo criou o Plantão de Operações, que visa a denuncia da população através do número 118.

Motorista utiliza seu cartão de forma correta e legal em vaga preferencial
A fiscalização desses estabelecimentos é feita por agentes de trânsito que circulam diariamente de motocicleta pelos estacionamentos dos shoppings, hipermercados e locais públicos. Se durante a fiscalização for encontrado um carro sem o cartão, é feita uma notificação do veículo. De acordo com o agente de trânsito Claudemir Costa dos Santos, “o carro pode ser guinchado, mas como já houve alguns constrangimentos, pois os idosos às vezes esquecem de colocar o cartão e são multados, nós preferimos evitar isso ao máximo. Mas temos o poder de ligar para o guincho e levar o carro, em qualquer estacionamento que ele esteja”. Em casos de esquecimento, o idoso ou deficiente físico deve ir à SMTT e apresentar o cartão para ser cancelada a multa.

O motorista deve deixar seu cartão em lugar adequado
Segundo José Carlos Álvares, que quase foi multado no estacionamento do Shopping Jardins, pois o agente da SMTT não visualizou seu cartão, a fiscalização é justa e deve haver sim a multa para aqueles que estão infringindo a lei. Porém, diante do acontecido, ele declara que devia existir um sistema diferente dos cartões, algo menor que pudesse ser fixado no carro,  e que evitasse esses constrangimentos. Segundo José Carlos, ainda falta à população brasileira educação para seguir regras. “Acho muito legal panfletagem, mas pra divulgar alguma coisa. Só que isso todo mundo já sabe! Todo mundo sabe ler, não tem mais o que explicar. Precisa-se educar!”, declara. 

Uma dificuldade encontrada é na utilização dos cartões por pessoas que não estão cadastradas. Para evitar isso, seria necessário que os agentes pedissem uma comprovação para comparar o nome do usuário com o nome cadastrado no cartão. “Têm muitas pessoas que utilizam o cartão de outras, como já vi vários jovens utilizando o cartão do avô ou dos pais”, afirma José Carlos.

            Porém, não adianta somente fiscalizar se as pessoas não entendem ou respeitam a lei. É necessária uma maior conscientização por parte da população para que a lei dos estacionamentos preferenciais seja seguida com rigor. A fiscalização controla, mas ter educação é essencial.


O credenciamento para utilização das vagas preferenciais pode ser feito em qualquer ponto de atendimento do SMTT, inclusive do SEAC. A pessoa precisa levar documento de identificação (carteira de identidade) comprovando a sua idade – maior de 65 anos – e, no caso do deficiente físico, a comprovação médica da sua condição é obrigatória. O credenciamento é gratuito e no mesmo dia o cartão é disponibilizado. Além disso, a renovação deve ser feita a cada dois anos.

Punições:
Ao identificar um veículo que está utilizando alguma vaga preferencial e não possui o cartão, é feita uma notificação e o veículo é multado. A multa é considerada leve e custa R$ 53,20. De acordo com o diretor da SMTT, Major Paiva, o valor é muito baixo. Ele acredita que deveria haver uma punição mais rigorosa para que as pessoas prestassem mais atenção.

Placa que indica vaga preferencial em estacionamento do Shopping Jardins
 
Reportagem e fotos por Catarina Schneider
Editado por Lucas Peixoto


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Ciclovias na grande Aracaju: mobilidade e qualidade de vida


Repórter: Joanne Mota
Fotos e vídeos: Joanne Mota
Editora: Monique Garcez
Aracaju já possui mais de 56 km de ciclovias




“Saio na porta, olho o tempo, coloco meu bornal, pego a magrela e começo mais um dia de trabalho”. Esta foi a declaração de Alex Vagner, morador do Conjunto Bugio, que utiliza a ciclovia da Avenida São Paulo quatro vezes por dia. Mas essa não é apenas a rotina dele, é também a de milhares de sergipanos que utilizam as ciclovias para chegar não só ao trabalho, mas às escolas e até mesmo ao centro da capital, para realizar compras.
Para Alex a malha cicloviária é importante, pois ele consegue fazer o percurso casa/trabalho em apenas 15 minutos. “A bicicleta é um meio barato e rápido, com ela não preciso pegar ônibus e nem enfrentar congestionamentos. E acredito que a criação das ciclovias só garante mais segurança para os ciclistas que utilizam as vias como eu utilizo”, explica Alex Vagner.
Porém, ele assume que ainda há problemas em alguns trechos da malha cicloviária, e que campanhas educativas são importantes para orientar motoristas, pedestres e ciclistas.
Alex Vagner, morador do conjunto Bugio
O estudante Josué Azevedo, pedalendo em uma das ciclovias
Já Josué Azevedo, estudante do curso de Artes da Universidade Federal de Sergipe, e morador do Conjunto Eduardo Gomes, afirma que andar de bicicleta é “agradável, econômico, rápido e saudável”. Ele faz diariamente o trajeto São Cristóvão/Aracaju, e utiliza a ciclovia para ir ao trabalho e depois para se locomover até a Universidade. "Usar a bicicleta é mais barato que utilizar o sistema público de transporte. De ônibus eu pago e ainda utilizo um serviço sucateado e que muitas vezes está lotado", acrescenta.
Para o estudante, a criação da ciclovia que liga o Eduardo Gomes à Aracaju trouxe muitos benefícios para os moradores da região. Um deles é a segurança de quem trafega pela Rodovia João Bebe Água. Além disso, ele frisa que, além de ser bom para a saúde, utilizar a bicicleta é ecologicamente viável.
Josué Azevedo, estudante de Artes da UFS
"A bicicleta se configura como uma ferramenta
fantástica, pois garante mais qualidade de vida", 
afirma Fabrício
De acordo com o coordenador de ciclomobilidade da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT), Fabrício Lacerda, Aracaju possui uma complexo cicloviário que já conta com mais de 56 km em uso. Isso responde a uma política de desenvolvimento que observa não só a modernidade, mas também se preocupa com o meio ambiente. Segundo ele, o investimento foi de mais de R$ 11 milhões para a ampliação do complexo, e com essa política, Aracaju assume a colocação de capital brasileira com maior número de ciclovias na atualidade



“Incentivar este modal como transporte representa para nossa capital um avanço não só estrutural, mas também social. Aracaju possui hoje um complexo de vias de trânsito que estão saturadas, e uma das consequências é o aumento do número de carros. Então, a bicicleta se configura como uma ferramenta fantástica, pois ela determina o espaço público de uma maneira menor, não emite CO² e garante mais qualidade de vida”, salienta Fabrício.
Sobre a cultura do uso da bicicleta e as campanhas educativas, ele diz que ainda há muito que fazer, sobretudo no que se refere aos limites e deveres do ciclista. “Sem dúvida, uma saída para avançar neste ponto são as campanhas educativas, estas que também devem estar direcionadas ao pedestre e ao motorista. Para 2011 estamos com uma ação de planejamento para reconhecer a ciclovia como lugar do ciclista”, enfatiza o coordenador.
Fabrício Lacerda, coordenador de ciclomobilidade da SMTT
O morador do Conjunto Eduardo Gomes, Jorge Filipe dos Santos, utiliza há três meses a ciclovia da Rodovia João Bebe Água para fazer caminhada, e diz que, além dela beneficiar o ciclista, possibilitou aos moradores da região maior qualidade de vida. Ele também acrescenta que pedestres e ciclitas podem conviver sem maiores problemas, mas salienta a importância de se ampliar as campanhas educativas para o uso otimizado das ciclovias.
Jorge Filipe dos Santos, morador do conjunto Eduardo Gomes
Pedalando com segurança
Segundo a SMTT, o projeto que desenvolve o complexo cicloviário, engloba a construção de ciclovias, instalação de bicicletários e realização de campanhas educativas, que desde 2007 vem sendo realizadas para o pedestre, ciclista e o motorista.
Fabrício Lacerda reconhece que é preciso ampliar as campanhas educativas sobre o uso da ciclovia, mas diz que o município já vem desenvolvendo ações deste tipo, o que garante a segurança dos ciclistas e a conscientização da população de forma geral.
Andar de bicicleta além de fazer bem a saúde, não polui o ar
Além disso, Fabrício salienta que a orientação é um elemento fundamental. “A SMTT já vem realizando palestras em escolas e empresas, que informam aos cidadãos os principais cuidados que o ciclista deve ter no trânsito. Por que escolas e empresas? Porque nossa coordenação de ciclomobilidade verificou que mais de 90% dos trabalhadores que utilizam bicicletas como meio de transporte são funcionários ligados à construção civil”, explica.
Ele acrescenta que em 2009 a SMTT organizou a campanha denominada “Ciclismo Legal” que percorreu 24 bairros da Capital e obteve grande adesão da população, pois além do fornecimento de palestras, ao final de cada uma, um passeio ciclístico era realizado. “O Ciclismo Legal foi muito importante para esclarecer o papel da ciclovia não só para Aracaju, mas também para seus municípios vizinhos. Porém reconhecemos que precisamos fazer mais para ampliar esta política”, finaliza Fabrício.
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